14 fevereiro 2018

YOUTUBE: CANAIS QUE VALE A PENA CONHECER #1

     Oi, pooovo! Nesse post venho trazer pra vocês alguns canais que, na minha opinião, vale muito a pena conhecer e se inscrever. Já faz um tempo que eu deixei de usar o YouTube só para entretenimento e ele tem sido meu guia pra tudo nessa vida. E foi na necessidade de aprender algumas coisas que eu conheci algumas youtubers (sim, todas mulheres!!!) que fizeram muita diferença na minha vida, em diversos sentidos. Vou mostrar alguns desses canais, sem ordem de preferência, e falar sobre a importância de cada um pra mim.



     Gente, o que dizer??? Eu conheci a Nátaly e o canal dela há poucos meses, acredito que lá pra setembro de 2017, por causa de uns conflitos que tive e acabaram me levando pra algum dos vídeos dela, e desde então não consigo ficar sem assistir um vídeo sequer. Apesar de não ter as mesmas vivências que ela, obviamente, os temas que ela traz me interessam bastante, a começar pelos vídeos sobre a questão racial, os quais me aproximaram do trabalho dela, como a questão da mulher negra, do colorismo, a apropriação cultural, entre outros.

     Também tem os vídeos que não são diretamente minhas experiências, digamos assim (sempre acaba sendo, de alguma forma), mas que me interesso muito e acho extremamente importantes, como identidade de gênero e sexualidade: pra quem não sabe, ela é uma mulher negra que namora um homem trans branco, ou seja, temos muita coisa pra aprender com ambos e ela traz isso em seu canal. Nátaly também traz outros temas, como vegetarianismo, veganismo, brechós, saúde mental, dentre outros, enfim,  vale muito a pena ver o canal dela, sério!



     "Alô, gente?" Eu não me lembro quando e como conheci o canal da Louie, mas eu fiquei muito satisfeita quando isso aconteceu, porque assim como a Nátaly ela me conquistou no YouTube. Pensa numa pessoa que problematiza TUDO o que eu gostaria de problematizar mas não faço porque fico com medo? Sem contar que ela fala de coisas que eu nunca pensei antes e fico me perguntando como não, como o vídeo "É errado shippar as pessoas?" (muito bom, assistam).

     A Louie dialoga de uma forma muito calma e boa de ouvir e prestar atenção, é super explicativa e traz questões de gênero, sexualidade, identidade de gênero, veganismo, autoestima... Tudo isso num canal só, gente, dá pra acreditar? Sempre que pego um vídeo dela pra assistir, termino com vontade de ver outro, porque ela sana todas as dúvidas, além de ser super engraçada. Ahhh, ela canta também e é muito fofa fazendo isso. Enfim, sinto muita gratidão por essa mulher e pelos vídeos dela, aaaaaa.

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     Gente, eu ainda tenho mais coisas pra falar sobre esse assunto, porém não quero que o texto fique longo e cansativo, então resolvi dividir em partes: essa é a primeira e num outro dia eu posto a segunda, trazendo mais mulheres maravilhosas como essas pra cá. Eu, de fato, não tenho nenhum canal favorito que seja de um homem (pelo menos por enquanto), porém isso não foi uma coisa que eu predeterminei, foi algo natural e eu fico muito feliz comigo mesma, porque vejo isso como uma forma espontânea de empoderamento feminino na mídia, coisa que tem muito significado pra mim.
     
     Ah sim, lembrei de uma coisa. Quando vi o vídeo delas duas juntas* fiquei super uau, muito animada mesmo. Nátaly e Louie com certeza são inspirações pra mim, então sou mesmo grata por existirem, minha coragem pra estar aqui hoje escrevendo de boa, sem me preocupar em agradar a todas as pessoas - já que isso nem existe - também é graças a elas. Deixei vários links aí no meio do texto pra facilitar o acesso ao conteúdo das meninas e é isso: já estou ansiosa pra falar sobre as próximas duas youtubers de quem gosto muito.

Espero que tenham gostado, até o próximo post! 



09 fevereiro 2018

POESIA: DA INTERNET PRAS RUAS

     Oi, gente! Tudo bem? Nesse post eu vim falar sobre poesia na internet, nas ruas e minhas experiências nesse universo. Bom, eu sempre gostei muito de música, não só por causa da sonoridade, mas principalmente por causa da lírica e do poder dela sobre a gente. A partir de um certo momento da minha vida, não sei dizer ao certo quando, eu comecei a escrever textos e ter muita paixão por isso, o que se segue até hoje.

     Eu escrevia algumas poesias/poemas, mas não era nada muito frequente e não fazia nada com eles, além de guardar ou perder quando elas sumiam do meu celular, graças ao péssimo hábito que temos de esquecer da existência do papel e da caneta. Então, em 2016 começaram a acontecer algumas manifestações artísticas na minha cidade, através do lambe-lambe: "também chamados de poster-bomber, é um pôster artístico de tamanho variado que é colado em espaços públicos" (Wikipédia). Não é crime, gente.


foto: instagram @emilio.poesia.urbana

     Esses cartazes eram assinados por um pseudônimo chamado Emílio, que além de espalhar poesia nas ruas, deixava cartas para algumas pessoas. Como minha cidade é pequena, a coisa se popularizou rápido e se tornou algo muito interessante, principalmente porque uma amiga minha havia recebido uma carta e nós e o nosso grupo de amigos começamos a tentar descobrir quem fazia parte daquilo. Demorou um pouquinho até descobrirmos que os autores de tudo aquilo eram exatamente desse nosso grupo!

foto: instagram @emilio.poesia.urbana
     Assim, inspiradas por essa nova iniciativa, eu e duas amigas minhas - Ana Luísa Carregosa e Bruna Leite - que também gostavam de escrever textos e poesias, resolvemos criar um perfil no Facebook, onde postaríamos nossos autorais e também trechos de músicas e filmes. No início não achávamos que daria tão certo, mas logo que começamos a adicionar as pessoas, o retorno com curtidas, comentários, compartilhamentos e mensagens foi instantâneo.

     O que mais recebíamos no início eram mensagens de pessoas querendo saber quem nós éramos, já que também usávamos um pseudônimo: Diana. Porém, depois as pessoas começaram a conversar de tudo com a gente, elas se abriam e realmente confiavam pra receber nossos conselhos, mesmo sem saber quem estava por trás daquilo, nem mesmo quantas pessoas eram. Isso encheu a gente de alegria, por vermos que algo nosso estava dando certo assim, de cara.


     Resolvemos sair pras ruas também pra colar lambe-lambes, só que pra gente era muito complicado, pois não podíamos sair de madrugada, e como éramos anônimas, colar de dia se tornava um desafio muito grande, mas mesmo assim tentamos. Tiramos umas duas tardes pra produzir tudo, pedimos dica pros meninos (Emílio) de como colar, e assim fizemos. No dia estava chovendo e foi um sufoco pra colarmos tudo, mas foi muito legal.




  

     Com o tempo, algumas pessoas foram descobrindo quem éramos, outros pseudônimos surgiram e infelizmente, com o excesso de afazeres do dia-a-dia, Bruna, Ana e eu fomos parando de postar as coisas na internet e não fomos mais pras ruas. Um booom tempo depois, já em 2017, tentamos um dia escrever algumas coisas nas ruas, mas também não deu muito certo por alguns motivos da gente. Então depois, com a ajuda de um amigo e uma amiga - Rodrigo Silva e Évelyn Raiane - tentamos voltar no Instagram, já que de uns tempos pra cá tem sido bem mais usado que o Facebook. A gente até postou algumas coisas lá, mas também não demos continuidade, não sei bem porquê.

     Emílio também havia sumido das ruas por um tempo, mas agora está de volta e vocês podem ver como essa causa é linda, lá no Instagram deles, onde eles estão postando fotos. Enfim, é isso. Quis trazer pra vocês esse meu contato com a poesia, quero dizer também que Diana continua viva com a gente, além das coisas continuarem postadas no perfil do face e do insta, e quem sabe um dia a gente não volte pra mostrar a outra parte do nosso "projeto (?)" que sempre idealizamos mas que ainda não deu pra fazer?! Sem spoilersss.

     Obrigada por ter lido até aqui, espero que tenha gostado, deixe nos comentários alguma experiência sua com a poesia, se você gosta, enfim. Beijos!


28 janeiro 2018

MINHA TRANSIÇÃO CAPILAR

     Oioi, povo! Resolvi voltar a escrever aqui, e que vou começar a falar sobre cabelo também, já que é uma das coisas que eu mais gasto tempo da minha vida me preocupando, pesquisando sobre, assistindo vídeos e etc. Pretendo trazer de tudo um pouco, mas pensei em começar falando sobre a minha transição capilar, já que ela foi a responsável por essa minha aproximação maior com meu cabelo. Provavelmente, não vai ser um texto pequeno, então vamos lá.

{pra quem não sabe: transição capilar é o período em que, a mulher que possui o cabelo quimicamente tratado com alisamentos deixa os seus fios naturais crescerem da raiz, até que atinja um comprimento ideal para o chamado big chop (ou BC), o grande corte que tira todas as pontas lisas.}

     Esse é um assunto que eu não faço ideia de como começar, então acho que vou dar início trazendo os motivos que me levaram a alisar o cabelo e como isso aconteceu. Inicialmente, quando tinha uns 12 anos (2014), eu fazia selagem apenas na parte da frente do meu cabelo, ou seja, na franja, porque era a parte que mais tinha frizz e me incomodava bastante e eu sempre ficava passando a prancha antes de ir pra escola, com a ideia de tirar o aspecto de "cabelo ruim" (assunto pra outro post). Acho que muitas meninas já fizeram e vão se identificar com isso, ou pelo menos conhecem alguém que já fez.

      Um ano depois, eu simplesmente me cansei do meu cabelo cacheado-exceto-a-franja. Tipo, eu não sabia cuidar dele, não ficava com os cachos definidos (como se isso fosse algo obrigatório), eu não usava cremes, não fazia nada mesmo, então ele ficava com uns cachos meio indefinidos e meio volumoso. Isso me estressava demais, eu me sentia estranha, então fiz a minha primeira selagem no cabelo todo, acho que no primeiro semestre de 2015. Desse dia em diante, eu me sentia satisfeita com minha escolha, mas eu percebi minha autoestima diminuindo muito com o passar do tempo, porque eu simplesmente não me sentia bonita com aquele cabelo liso e sem graça, que não combinava comigo.

     Depois, no final desse mesmo ano eu me cansei e resolvi voltar ao meu cabelo natural. Eu não fazia ideia de que tantas pessoas passavam por isso, nem que havia tantos canais no youtube falando sobre, e uns 3 meses depois, quando descobri essa esfera da internet, foi o momento em que dei início a minha transição com mais confiança. Não vou dizer que foi fácil, porque não foi, minha autoestima ainda ficou muito abalada durante todo o período de transição, principalmente com o fato de ter que lidar com duas texturas. No entanto, eu me dediquei de verdade a isso, tinha o apoio dos meus amigos e da minha mãe (coisa importante que ajuda muito), apesar de sempre surgirem aqueles comentários desagradáveis na família, que todo mundo que já passou pela transição sabe.

     Eu estive tão focada na minha transição, que eu não fiz escova/chapinha/algum tipo de alisamento NENHUMA vez e até hoje, depois de já ter terminado, ainda não fiz (não julgo quem faz, porém não é muito aconselhável durante a transição). Fui conhecendo os cremes, tentando todas as texturizações, cortando aos pouquinhos, até que no final de 2016 avisei a minha mãe que estava indo tirar as pontas (meu cabelo era um pouco abaixo do peito), e quando voltei, tchanannn: cortei na altura do pescoço. Isso foi praticamente um BC, apesar de ainda ter sobrado muita parte lisa. Mainha pirou, mas depois se acostumou e até achou bonito (será mesmo??? Bem, o importante é que eu achei k).

     Aquilo deu um up muito grande na minha autoestima, eu percebi que meu cabelo estava mesmo voltando, e aí sempre que ia crescendo eu ia cortando mais, até que só sobraram as pontinhas, mais ou menos em abril de 2017, e eu cortei. Meu cabelo ainda demorou um pouquinho pra ficar uau, mas logo depois ele começou a ficar bem de boa mesmo, e agora ele está num tamanho bem considerável, consigo volume, definição, tudo, aaaaaaaaaaa. Isso é muito gratificante, gente.

     Enfim, o que quero mesmo é que as meninas que estão em transição e lendo esse texto, consigam ser fortes e passar por tudo isso, é um período muito importante de autoaceitação, autoestima e autoconhecimento. Sei que é difícil e que muitas vezes dá aquele desânimo, mas peço que vocês não desistam e continuem, porque a sensação no final é incrível, acreditem! <3

     Ah, e deu pra perceber que, em comparação com outras pessoas que ficam bem mais tempo presas ao cabelo quimicamente tratado e demoram um pouco mais com a transição, meu período de "lisa" juntando com o de transição, ao todo não durou quase nada - cerca de 3 anos. Além de ser super ansiosa, pra esse tipo de coisa eu sou bem decidida, nem penso muito antes de fazer.

     É isso, gente. Tentei ser o mais breve possível pra escrever sobre isso, mas é difícil, principalmente pra uma pessoa que fala tanto, né?! Obrigada por lerem até aqui, e até a próxima! Beijos

*ignora a cara e foca no cabelo (tipo 3A/3B, esqueci de falar antes)
*desde essa última foto já mudou bastante. O cacho, principalmente dessa parte da frente, não é mais tão aberto assim.

01 agosto 2017

RESENHA: LAS CHICAS DEL CABLE


     Oi, oi! Hoje eu vim falar de uma série que assisti recentemente e gostei muito: Las Chicas del Cable (As telefonistas). É uma série original da Netflix, então eu assisti por lá mesmo.

     A história se passa no século XX, em torno de 1928, e possui caráter feminista, abrindo nossos olhos pra muita coisa que se estende até os nossos dias atuais. O enredo gira em torno de quatro mulheres que vão pra Madrid em busca de liberdade e vão parar no mesmo lugar: uma grande empresa de comunicação da Europa, que se torna o cenário principal, abordando alguns fatos históricos relacionados a isso. Cada uma dessas mulheres possui uma história em particular, e acabam se tornando amigas, se apoiando em diversas coisas.

     A classificação indicativa é de 18 anos, porém, não tem nada demais, na minha opinião. Exceto, é claro, o fato de haver algumas cenas bem pesadas de violência tanto física, quanto psicológica e verbal com mulheres.
     Por enquanto só possui uma temporada, com oito episódios de quase uma hora cada um; inclusive, assisti toda a temporada em um domingo só, quando estava de férias. Isso significa que é uma série bastante interessante, porque poucas conseguem me prender assim. Estou aguardando ansiosamente pra segunda temporada, e recomendo que vocês assistam logo, caso tenham se interessado.

(se não gostar de spoilers, não leia as legendas dos episódios)

     Resumidamente, a série retrata a vida de Carlota, que é filha de um militar bastante autoritário e busca por sua liberdade, a todo momento; de Marga, que cresce no interior e, ao ir pra cidade grande, passa a enfrentar seus medos; de Ángeles, que enfrenta um relacionamento abusivo e violento com uma filha no meio de tudo; e de Alba/Lídia, a protagonista principal, digamos assim, que vai em busca da sua liberdade, depois de se envolver em diversos problemas, e sem querer acaba encontrando resquícios do seu passado nessa nova fase da sua vida.


  Há outras personagens que são bem importantes, que trazem questões LGBT e até de poliamor - de um modo rápido e geral - que aconteciam às escondidas. Confesso que algumas cenas me deixaram chocada, chorei bastante em três ou quatro episódios e, apesar de receber muitas críticas, acho que não tenho nem o que reclamar da obra. O que eu sempre sinto falta em muitas obras da TV, é da presença negra, mas não sei se ela entra no contexto europeu da época (tenho pouca informação sobre), então vou deixar no ar. A série vai muito além de tudo isso que falei, porque trouxe apenas o que mais me chamou a atenção.

     Vou deixar aqui algumas opiniões pra vocês lerem, mas se repararem, a principal crítica se volta pra trilha sonora que, de fato, não combina com a época (eu acho, não sei), mas é muito boa, na minha opinião.




     Enfim, se você leu até aqui, comente o que achou e se você tem interesse nesse tipo de drama, que envolve questões sociais e toda essa esfera. Obrigada pelo seu tempo, beijos!!

Raiane Ferreira, 01/08/2017

08 julho 2017

MELHORES PERSONAGENS EM TWD


     Olarrr! Esse post é meio diferente dos que costumo fazer, e vou deixar aqui os cinco personagens (mortos, vivos ou mortos-vivos) que mais gosto na série The Walking Dead, que é uma das minhas preferidas. Vou dizer os motivos de forma bem genérica, pra não dar spoilers. Eu sou meio estranha em relação aos outros, sei que muitas pessoas vão discordar de mim e é por isso que eu gosto da internet.
     
     Pra quem ainda não assistiu, vou deixando claro três pontos: não é uma série modinha e não são simplesmente zumbis correndo e pessoas morrendo como as pessoas costumam dizer, vai muito além; e o terceiro ponto é: comece a assistir logo. Ah, e não dá medo, gente. Talvez você até tenha sonhos bizarros com zumbis e acorde meio atordoado, como já aconteceu comigo, mas depois você se acostuma. (Hoje em dia, eu até gosto de sonhar com a série).

(aaaaaaaaaaaaa)

1. Rick. Fora da ordem de preferência, porque não tenho uma, vou começar pelo Rick. Eu não confio em quem diz que o Rick é um personagem que pode morrer que não fará falta. Ele é um cara muito inteligente, forte, persistente, e o fato de ir contra a decisão das pessoas, em muitas situações, salvou o grupo diversas vezes. Estava reparando isso recentemente, quando reassistia (pela milésima vez) alguns episódios da primeira temporada e vi a parte do CCD. Outra cena que me deixa orgulhosa do Rick, é no episódio em que ele ataca o pescoço do Joe (fica no ar, pra quem ainda não assistiu). Resumindo, ele foi muito forte durante toda a série, até agora, tendo aguentado tanta coisa que eu não posso dar spoiler, sem surtar ou desistir. Se o Rick morrer, eu vou ficar bem triste e sentir muita falta. Não morra, Rick.


2. Carl. Eu venero muito o Carl, é quase impossível não ter um apego por ele. Confesso que no início da série, quando assisti pela primeira vez, eu achava ele bem nada a ver, que ele era um pé no sapato da galera, e que ele ia morrer logo. Mas, ele acabou se tornando um dos integrantes mais fortes do grupo, não só por ser um dos poucos que sobrevivem tanto tempo, mas por ser uma criança que vai apendendo as coisas tão rápido, crescendo e, claro, ficando (muito) lindo. E não podemos esquecer que a existência dele e da Judith é fundamental pro Rick manter a sanidade dele, ao mesmo tempo que acaba sendo um ponto fraco. Enfim, o  Carl também não pode morrer, não.


3. Daryl. Preciso, mas não consigo falar o quanto eu amo o Daryl. Não sei explicar, só sei dizer que ele é um cara f*da, que passou por diversas coisas antes do apocalipse, como o problema com as drogas, com os pais, com o irmão, e mesmo depois de perder tudo que tinha, consegue ser um dos personagens mais incríveis da série, que sobrevive sete temporadas - até agora -, só com uma besta (pra quem não sabe, é tipo arco e flecha).  Eu não sei o que falar, mas sem dúvidas é um personagem que NÃO pode morrer. Pelo amor de Deus. Ahhh, não posso deixar de falar que eu shippo e aguardo, ansiosamente, ele com a Carol.


4. Carol. A Carol é fantástica e a gente tem que reconhecer isso. O crescimento da Carol enquanto mulher é um dos pontos que eu mais valorizo em TWD. Mesmo depois de tudo que ela passa com o marido, antes e no início do apocalipse, e do que acontece no celeiro (quem assistiu, sabe), ela consegue se manter de pé e cada vez mais forte. Eu gosto demais quando uma série empodera mulheres, principalmente num enredo que tem tudo pra colocar os homens como protagonistas, e embora a Carol não seja protagonista, ela é quase isso, enfim, deu pra entender, eu acho. Isso é fenomenal. Obrigada, The Walking Dead. Obrigada, Carol, você também não pode morrer.


5. Glenn. Além da Maggie, só todo mundo ama o Glenn, e dessa vez eu sou todo mundo. Fazer o que, se o garoto é extraordinário? Um cara que entregava pizza antes de tudo e, logo de início, se torna um dos personagens mais importantes e fortes da série... Eu te venero, Glenn. Não tenho muito o que falar sobre, mas obrigada. Quase todo mundo, mesmo quem ainda não assistiu a sexta/sétima temporada, sabe o que eu sinto agora, e é isso.


     O que era pra ser uma tag pequenininha, virou um textão, né? Mas enfim, só pude escolher cinco e claro que há outros personagens que me marcaram muito, inclusive não posso deixar de citar a Michonne e o Hershell, pessoas excepcionais em The Walking Dead.

Se você leu até aqui, obrigada pelo seu tempo. Espero que tenha gostado, um beijo! <3

- Raiane Ferreira

05 julho 2017

ESTAÇÕES

     Aconteceu de novo. O verão chegou, o amor se acomodou e você me transbordou. Eu senti que finalmente estava acontecendo, sabe? Toda aquela magia que todas as pessoas sempre falavam e eu nunca havia apreciado. Você bateu na minha porta e eu deixei você entrar, mesmo depois de tanto tempo trancada debaixo de sete chaves. Fazia um frio danado aqui dentro, já havia me esquecido da sensação quente que um abraço de verdade poderia trazer, e quando você me acolheu, meu coração se aqueceu e eu soube que estava pronta para a minha tão sonhada aventura. Tudo estava bem, a cada dia que passava, o verão se aconchegava ainda mais em mim e eu não pretendia mudar de estação. Mas você mudou. De uma hora pra outra, uma frente fria se aproximou de nós e eu fiquei confiante, pensei que enfrentaríamos aquilo juntos. Era a fase difícil da nossa relação, sabia que ela chegaria, ela sempre chega e eu estava disposta a passar por ela ao seu lado. Mas meu agasalho não deu conta de nós dois, você não ofereceu o seu e eu percebi que estava te perdendo. Meu coração e eu não gostávamos muito do inverno e sentíamos falta do calor, mas o frio tenebroso tomou conta de nós dois, sem dó, nem piedade. Minha voz embargou, não consegui dizer mais nada, você encontrou uma estação para se abrigar e observei o seu gelo derreter novamente... não comigo. Não dessa vez. E até hoje, quando o teu olhar encontra o meu, vejo lá no fundo dos seus olhos a falta que sente do meu calor, o calor que te fez derreter primeiro, o calor que você queria sentir sempre que vê o sol brilhar num mormaço de 35 graus. A mesma falta que eu senti outrora, quando você partiu, sem mais, nem menos, para se aquecer em outros corpos.

baseado no relato de uma amiga des(conhecida) em um grupo do facebook.

01 julho 2017

SOBRE CULTIVAR AMORES

     Certo dia, estava no ponto de ônibus sentada, ouvindo algumas canções e perdida em pensamentos. Era um momento bem turbulento em minha mente, pois cada música costumava me remeter a uma lembrança, como uma sequência de acontecimentos. Ao passar de uma música para outra, ouvi um trecho de conversa entre duas pessoas. Uma delas disse que um relacionamento é como um jardim: você precisa cuidar, ou então, com o tempo ele morre. A próxima música começou a tocar e ela marcou o momento, quando comecei a refletir aquela metáfora.
     No momento em que conhecemos alguém e decidimos dar o primeiro passo naquela relação, é quando fazemos a base do nosso jardim, como a grama. O interesse é a semente da primeira planta que cultivamos, e assim vai. Quando percebemos, um jardim muito bonito já está formado e cabe a nós mantê-lo florindo ou não. Coincidentemente, a música que estava tocando era a trilha sonora de uma história que me aconteceu e não teve o melhor dos finais.
     Bom, existiram dois jardineiros – um moço e eu. Eu era profundamente apaixonada por ele, e era recíproco (pelo menos era o que parecia). Com o tempo, coisas aconteceram e ele se decepcionou com alguns descuidos meus, e simplesmente acabou deixando tudo de lado, dando partida a um fim. Percebendo o que acontecia, pensei em cultivar o que estava sendo perdido e o que ainda não existia. Eu tentei. De verdade. Plantei as flores mais bonitas que pude, a fim de resgatar uma ou outra que fiz murchar, em dias ruins.
     Mas aí, como você deve imaginar, ninguém consegue dar continuidade, sozinho, a algo que foi construído a dois. Nossas flores foram murchando, as folhas das nossas árvores foram caindo (e nem era Outono ainda), nosso jardim foi morrendo e o moço sentou e assistiu a cada pedacinho dele ser destruído pelo tempo, enquanto eu desmoronava por dentro, bem na sua frente.
     Como se não bastasse, depois de um tempo, visitei o único restinho de grama que havia sobrevivido ao nosso abandono, mas que ainda tinha o meu amor. Ele também apareceu, justo naquele dia em que eu me encontrava em meu desalento e só precisava da minha única fraqueza pra me derrubar de vez. E ele me derrubou. Deixou uma semente de esperança, regou e quando a pontinha de vida surgiu para reviver nosso tão sonhado jardim, ele sumiu e nunca mais voltou. Não me deixou opções a não ser sumir também.
     Não me pergunto como o jardim está hoje, porque encontrei outros lares, outros amparos... Outros jardins que não me completam, e sim, me transbordam. Quanto ao moço, não faço a mínima ideia do que lhe aconteceu, mas não desejo mal algum e espero que um dia ele se encontre em sua indiferença.
     Interrompida pelo ônibus que havia chegado, me desliguei desses pensamentos, troquei de música e decidi que escreveria outra história para que ela fosse a trilha sonora, pois aquelas palavras já haviam se apagado há muito tempo.

Raiane Ferreira, 29 de junho de 2017